Cigarro e circulação: os riscos para artérias e pernas
Quando pensamos nos prejuízos causados pelo cigarro, é comum lembrarmos primeiro dos pulmões. Mas o sistema circulatório também é diretamente afetado pelo tabagismo.
As substâncias presentes no cigarro provocam alterações nos vasos sanguíneos, favorecendo inflamação e lesões na parede das artérias. Além disso, a nicotina promove vasoconstrição, ou seja, diminui temporariamente o calibre dos vasos e pode prejudicar a chegada de sangue aos tecidos.
Com o passar do tempo, fumar também acelera o processo de aterosclerose, caracterizado pelo acúmulo de placas nas artérias. Essas alterações aumentam o risco de doenças cardiovasculares e podem comprometer especialmente a circulação das pernas.
Uma das doenças relacionadas ao tabagismo é a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP). Quando as artérias das pernas ficam estreitadas ou obstruídas, podem surgir sintomas como dor nas panturrilhas ao caminhar, sensação de cansaço nas pernas, pés frios e feridas com dificuldade para cicatrizar.
Nos casos mais avançados, a redução importante da circulação pode causar dor mesmo em repouso e colocar o membro em risco.
O cigarro também está associado a maior risco de aneurismas, especialmente o aneurisma da aorta abdominal, além de aumentar o risco de eventos cardiovasculares como infarto e AVC.
E não é preciso esperar décadas para que o cigarro interfira na saúde vascular. Cada período sem fumar já representa um passo importante para reduzir a exposição do organismo aos seus efeitos nocivos.
Parar de fumar é, portanto, uma das medidas mais importantes para proteger não apenas os pulmões, mas também as artérias, o coração e a circulação como um todo.
Se você fuma e apresenta dor nas pernas ao caminhar, feridas que não cicatrizam, mudança na coloração dos pés ou outros sintomas circulatórios, procure avaliação médica.